Acha que conhece o perfil dos Millennials? Olhe de novo

Millennials são, a exemplo de outras gerações de trabalhadores, vítimas de alguns estereótipos. No caso deles, fala-se da pouca lealdade ao empregador, da excessiva necessidade de reconhecimento e exposição. Mas vale a pena olhar com mais atenção os nascidos entre 1977 e 2000. Um relatório elaborado a partir de pesquisa realizada em 2016 pela BI Worldwide, especializada em engajamento dos funcionários, com sede nos Estados Unidos, apontou que, entre 2.347 entrevistados de grandes empresas, 30% dos Millennials e 21% dos não-Millennials disseram desejar mudar de emprego. E 25% dos Millennials e 16% dos não-Millennials disseram que planejam deixar a organização dentro dos próximos 12 meses. Amy Stern, diretor da pesquisa da BI Worldwide, explicou à reportagem da Society of Human Resource Management (SHRM) que os empregadores precisam encontrar outras maneiras de ajudar o empregado a ganhar as habilidades necessárias para fazer avançar a sua carreira, a exemplo de confiar a ele um projeto. Leia também: Millennials querem personalização dos benefícios O relatório da pesquisa concluiu que realizar um trabalho significativo e ser reconhecido também é característica dos não-Millennials, como os Baby Boomers (1946-1965). “Os trabalhadores norte-americanos das últimas três gerações têm valorizado um trabalho intrinsecamente motivador”, concluiu o relatório. Relativizando os estereótipos William A. Schiemann, CEO do Grupo Metro, uma empresa de consultoria de gestão, divulgou na imprensa norte-americana sugestões para os empregadores enfrentarem os estereótipos em suas organizações. Ele sugeriu a expansão dos programas de diversidade, formação e inclusão; a discussão dos estereóticos geracionais em fóruns; e o uso dos recursos da dramatização, ou seja, os funcionários fingem ser de uma geração diferente e são convidados a refletir sobre os rótulos e preconceitos.

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