Transforme sua gestão de benefícios: Menos planilhas, mais estratégia.

Elimine erros manuais e ganhe eficiência financeira com a Tiza: a inteligência que automatiza sua gestão de benefícios.

Licença-paternidade ampliada: o que muda para empresas, colaboradores e para a gestão de pessoas

A ampliação da licença-paternidade no Brasil representa um avanço relevante na forma como o país passa a tratar a relação entre trabalho, família e responsabilidade compartilhada. Mais do que uma atualização na legislação trabalhista, trata-se de uma mudança estrutural que impacta diretamente a dinâmica das organizações, a atuação das áreas de Recursos Humanos e a própria construção da cultura corporativa.

Um novo cenário para a licença-paternidade no Brasil

Publicada em 2026, a nova lei estabelece a ampliação gradual do período de afastamento dos pais, que começa a vigorar a partir de 2027. Até então, o modelo vigente no Brasil garante apenas cinco dias de licença-paternidade, custeados integralmente pelo empregador. 

Com a mudança, esse prazo passa a ser ampliado progressivamente para:
– 10 dias em 2027
– 15 dias em 2028
– e até 20 dias em 2029, condicionado a metas fiscais. 

Embora o aumento do período seja o ponto mais visível da nova legislação, o impacto mais relevante está na mudança de lógica que passa a orientar esse benefício.

Mudança na lógica de custeio do benefício

Um dos principais avanços está no modelo de custeio.
A nova legislação institui o chamado salário-paternidade, que altera a forma como o benefício é financiado. Na prática, a empresa continua responsável pelo pagamento do colaborador durante o período de afastamento, mas passa a poder compensar esses valores nas contribuições previdenciárias. 

Esse mecanismo, semelhante ao já aplicado no salário-maternidade:
– reduz o impacto financeiro direto para o empregador
– distribui esse custo para o sistema de Previdência Social.

Com isso, o benefício deixa de ser uma responsabilidade exclusiva das empresas e passa a ser tratado de forma mais ampla, como uma política pública estruturada.

Ampliação do alcance e novas possibilidades

Outro ponto importante da nova lei é a ampliação do alcance da licença-paternidade. 

O benefício deixa de estar restrito apenas ao nascimento e passa a contemplar também situações como adoção, guarda judicial e casos de ausência ou falecimento da mãe. Nessas circunstâncias, o pai poderá assumir um período equivalente ao da licença-maternidade, o que representa uma mudança significativa na lógica de cuidado e na divisão de responsabilidades familiares. 

Essa evolução acompanha um movimento global que busca promover maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de fortalecer práticas mais equitativas dentro e fora do ambiente corporativo.

Atualizações no programa Empresa Cidadã

A legislação também mantém e amplia o programa Empresa Cidadã, que já permitia a extensão da licença mediante incentivos fiscais.

Com a nova regra, os prazos desse programa passam a ser ajustados, chegando:
– 25 dias em 2027
– 30 dias em 2028
– e até 35 dias em 2029. 

Esse cenário exige que as empresas revisem suas políticas internas e benefícios, especialmente aquelas que já adotam práticas mais avançadas de gestão de pessoas, garantindo alinhamento com as novas diretrizes legais e evitando inconsistências nos modelos adotados.

Impactos operacionais e estratégicos para as empresas

Do ponto de vista das organizações, o impacto da mudança é duplo. Há, por um lado, um desafio operacional, que envolve a necessidade de atualização de políticas, revisão de processos internos, adequação de acordos coletivos e preparação das equipes de Recursos Humanos para lidar com uma nova dinâmica de solicitações, prazos e documentação. 

Por outro lado, existe um impacto estratégico, que posiciona a licença-paternidade como um elemento relevante dentro das discussões sobre cultura organizacional, retenção de talentos, bem-estar e equidade de gênero.

Novas responsabilidades e atenção jurídica

Além disso, a nova legislação introduz responsabilidades que exigem atenção redobrada das empresas. Entre elas, está a garantia de estabilidade provisória ao colaborador por um período após o término da licença, bem como a possibilidade de penalidades em casos de desligamento inadequado. 

Também passa a existir a possibilidade de o trabalhador solicitar férias imediatamente após o fim do afastamento, desde que cumpridos os requisitos legais. 

Esses fatores aumentam a complexidade da gestão e reforçam a necessidade de estruturas mais organizadas e preparadas para assegurar conformidade jurídica.

Uma mudança que vai além da legislação

Mais do que um ajuste operacional, a ampliação da licença-paternidade deve ser compreendida como uma transformação cultural. Ao incentivar a participação ativa do pai nos primeiros momentos de vida da criança, a legislação contribui para uma divisão mais equilibrada das responsabilidades familiares, impactando diretamente a forma como homens e mulheres se posicionam no mercado de trabalho. 

Esse movimento tem reflexos claros dentro das empresas, especialmente no que diz respeito à construção de ambientes mais inclusivos, sustentáveis e alinhados às expectativas das novas gerações.

Na Bematize você encontra soluções estratégicas para a sua empresa em gestão integrada de benefícios, benefícios flexíveis, gestão de saúde e qualidade de vida e consultoria atuarial e previdência e muito mais.

 

Como as empresas devem se preparar para a ampliação da licença-paternidade 

Nesse contexto, a preparação das empresas não deve se limitar ao cumprimento das exigências legais. É fundamental que haja uma revisão mais ampla das práticas de gestão de pessoas, considerando não apenas os aspectos operacionais, mas também o posicionamento institucional da organização. Isso inclui: 

  • Atualização de políticas internas,
  • Estruturação de processos claros para solicitação e acompanhamento da licença
  • Capacitação das equipes de RH e, principalmente,
  • Comunicação transparente com os colaboradores.

Conclusão

A ampliação da licença-paternidade representa uma oportunidade para que as empresas evoluam em sua forma de gerir pessoas. 

Organizações que se antecipam a essas mudanças e incorporam esse novo cenário de forma estratégica tendem a fortalecer sua cultura, melhorar a experiência dos colaboradores e consolidar uma imagem mais sólida como marca empregadora.

Em um ambiente cada vez mais orientado por propósito, equilíbrio e responsabilidade social, adaptar-se a essa nova realidade não é apenas uma questão de conformidade legal, mas uma decisão estratégica que impacta diretamente a sustentabilidade do negócio no longo prazo.

 

Como a Bematize pode te ajudar:

Elimine a fragmentação de dados, os históricos perdidos e o retrabalho manual que sobrecarrega seu RH e gera riscos de compliance.

Com a inteligência da Tiza, você centraliza e audita todas as informações em tempo real. Garanta agilidade máxima na movimentação de vidas com a segurança e o rigor que sua empresa exige.

Saiba mais: https://bematize.com.br/tiza/ 

Conteúdos relacionados